SOMOS PALMEIRAS
Influenciado
pelo meu pai, tornei-me PALMEIRENSE.
A primeira
lembrança que tenho com esse time é a final da Libertadores de 99. Assistir ao
jogo sentado no chão, ao lado da cama do meu pai e da minha mãe (que já dormia)
e sofrer com a ida para as penalidades máximas. Isso me deixou tão nervoso que
até hoje eu tenho um certo trauma de disputas de pênaltis que envolvem o
Palmeiras. Mas, ao final do quinto pênalti batido pelo Deportivo Cali, o
Palmeiras se sagrava campeão da Libertadores e eu, um guri de 6 anos correndo
pelo quarto sem poder gritar pra não acordar minha mãe, comemorando um título
daquela magnitude, me tornei ainda mais Palmeirense naquela noite.
Lembro
também que 30 de novembro de 99, dias depois do meu aniversário, pela primeira
vez na vida meu pai me deixou faltar no colégio pra assistir a final do mundial
contra o tão temido Manchester United, que infelizmente perdemos. Mas assistir
a volta do time ao Brasil e o apoio a São Marcos, Felipão e companhia, me
tornou ainda mais Palmeirense.
Depois disso,
ainda vieram alguns jogos lendários contra nosso maior rival, grandes vitórias
e derrotas dolorosas, mas que mantinham o time disputando sempre os títulos
mais expressivos do continente. Parecia que o Palmeiras não deixaria nunca de
ser protagonista. Até que veio 2002.
De 2002 a
2013 (com um pouco de exceção a 2008 e 2012), foi MUITO DIFÍCIL se manter
Palmeirense. 2008 ganhamos um Paulista e 2012 uma Copa do Brasil com MUITO
mérito de um senhor chamado LUÍS FELIPE SCOLARI. O “normal” daquele time era
cair pra série B e não ser campeão de nada. Vencemos na raça, no coração, no
peso da camisa e na bola parada abençoada do Assunção.
Em 2002, eu
tinha 10 anos e vi meu time ser rebaixado para série B no dia do meu
aniversário. O presente mais amargo da minha vida.
Só sei que
nós sofremos. Sofremos muito por sermos Palmeirenses. Foram anos cruéis, times
horríveis, planejamentos ridículos, polêmicas e pouquíssimo futebol. Até 2014,
ano de nosso centenário, escapamos de um trágico 3º rebaixamento por um gol do
Santos contra o Vitória na última rodada, no último minuto, no fechar das
cortinas do Brasileirão. Escapamos por um fio.
Até que
chegamos em 2015 e o Palmeiras volta a ser protagonista. Mais uma vez, não
ganhamos tudo que disputamos, mas começamos a nos reerguer e disputar títulos!
Um vice Paulista e o título da Copa do Brasil pra lavar a alma dos últimos
anos. Nos pênaltis (meu trauma), com gol de GOLEIRO, nosso ídolo, nosso São
Prass.
Desde então
nos profissionalizamos em todos os aspectos. Temos a melhor arena do mundo,
estrutura de time europeu, planejamento e principalmente: TEMOS UM TIME A
ALTURA DO PALMEIRAS.
Não ganhamos
todos os jogos, mas estamos sempre disputando! 2016 veio o Enea, 2017 fomos
vice e 2018, graças aquele mesmo senhor de 99 e 2012 continuamos nossa
trajetória de protagonismo. Nos levaram o paulista na mão grande, nos tiraram
da Copa do Brasil, mas eles não contavam que nós seriamos o time a ser batido
no brasileirão.
Mas, eu
quero terminar do jeito que comecei, falando de Libertadores. Temos a melhor
campanha, o artilheiro, a melhor defesa, batemos recordes, ganhamos jogos
improváveis e já calamos estádios lendários. O primeiro jogo da semifinal já
passou e muita gente já nos dá como vencidos. Mas somos PALMEIRAS e não faz
parte da nossa história desistir. Ainda temos mais 90 minutos, acréscimos e até
pênaltis se necessário for. Sim! Eu enfrento de novo meu trauma por esse time.
Eu posso ser
novo e não ter visto muita coisa, mas o dia que eu não acreditar que o
PALMEIRAS pode ganhar de qualquer time do mundo por 2 ou 3 gols, eu deixo de
torcer, porque eu conheço a grandeza desse time. Vamos fazer os argentinos se
arrependerem de terem vindo, vamos mostrar mais uma vez pro mundo todo o peso
da nossa camisa.
Joguem por mim, joguem por nós, joguem pelas histórias das vidas de vocês e por
16 milhões de histórias espalhadas pelo mundo, pra fazer história e calar quem
duvidou. Que tenha um divino, um santo, um animal, um Zé Roberto, um Assunção
dentro de cada um de vocês, porque NADA PODE NOS PARAR.
Teremos
nosso chiqueiro pulsando do começo ao fim, 40 mil pessoas lá e mais 16 milhões
espalhadas pelo país numa só voz, num só sentimento, num só pensamento:
CHEGAREMOS A FINAL DA LIBERTADORES MAIS UMA VEZ. CONTRA TUDO E CONTRA TODOS.
PORQUE NÓS SOMOS PALMEIRAS!
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