SOMOS PALMEIRAS


Eu nasci em novembro de 1992 e escolhi o Palmeiras porque era uma época que o time era protagonista em todos os campeonatos. Não ganhava tudo que disputava, talvez tivesse alguns concorrentes até melhores, mas foram anos vencedores que o verde se espalhava pelas crianças e comigo não foi diferente.
Influenciado pelo meu pai, tornei-me PALMEIRENSE.
A primeira lembrança que tenho com esse time é a final da Libertadores de 99. Assistir ao jogo sentado no chão, ao lado da cama do meu pai e da minha mãe (que já dormia) e sofrer com a ida para as penalidades máximas. Isso me deixou tão nervoso que até hoje eu tenho um certo trauma de disputas de pênaltis que envolvem o Palmeiras. Mas, ao final do quinto pênalti batido pelo Deportivo Cali, o Palmeiras se sagrava campeão da Libertadores e eu, um guri de 6 anos correndo pelo quarto sem poder gritar pra não acordar minha mãe, comemorando um título daquela magnitude, me tornei ainda mais Palmeirense naquela noite.
Lembro também que 30 de novembro de 99, dias depois do meu aniversário, pela primeira vez na vida meu pai me deixou faltar no colégio pra assistir a final do mundial contra o tão temido Manchester United, que infelizmente perdemos. Mas assistir a volta do time ao Brasil e o apoio a São Marcos, Felipão e companhia, me tornou ainda mais Palmeirense.
Depois disso, ainda vieram alguns jogos lendários contra nosso maior rival, grandes vitórias e derrotas dolorosas, mas que mantinham o time disputando sempre os títulos mais expressivos do continente. Parecia que o Palmeiras não deixaria nunca de ser protagonista. Até que veio 2002.
De 2002 a 2013 (com um pouco de exceção a 2008 e 2012), foi MUITO DIFÍCIL se manter Palmeirense. 2008 ganhamos um Paulista e 2012 uma Copa do Brasil com MUITO mérito de um senhor chamado LUÍS FELIPE SCOLARI. O “normal” daquele time era cair pra série B e não ser campeão de nada. Vencemos na raça, no coração, no peso da camisa e na bola parada abençoada do Assunção.
Em 2002, eu tinha 10 anos e vi meu time ser rebaixado para série B no dia do meu aniversário. O presente mais amargo da minha vida.
Só sei que nós sofremos. Sofremos muito por sermos Palmeirenses. Foram anos cruéis, times horríveis, planejamentos ridículos, polêmicas e pouquíssimo futebol. Até 2014, ano de nosso centenário, escapamos de um trágico 3º rebaixamento por um gol do Santos contra o Vitória na última rodada, no último minuto, no fechar das cortinas do Brasileirão. Escapamos por um fio.
Até que chegamos em 2015 e o Palmeiras volta a ser protagonista. Mais uma vez, não ganhamos tudo que disputamos, mas começamos a nos reerguer e disputar títulos! Um vice Paulista e o título da Copa do Brasil pra lavar a alma dos últimos anos. Nos pênaltis (meu trauma), com gol de GOLEIRO, nosso ídolo, nosso São Prass.
Desde então nos profissionalizamos em todos os aspectos. Temos a melhor arena do mundo, estrutura de time europeu, planejamento e principalmente: TEMOS UM TIME A ALTURA DO PALMEIRAS.
Não ganhamos todos os jogos, mas estamos sempre disputando! 2016 veio o Enea, 2017 fomos vice e 2018, graças aquele mesmo senhor de 99 e 2012 continuamos nossa trajetória de protagonismo. Nos levaram o paulista na mão grande, nos tiraram da Copa do Brasil, mas eles não contavam que nós seriamos o time a ser batido no brasileirão.
Mas, eu quero terminar do jeito que comecei, falando de Libertadores. Temos a melhor campanha, o artilheiro, a melhor defesa, batemos recordes, ganhamos jogos improváveis e já calamos estádios lendários. O primeiro jogo da semifinal já passou e muita gente já nos dá como vencidos. Mas somos PALMEIRAS e não faz parte da nossa história desistir. Ainda temos mais 90 minutos, acréscimos e até pênaltis se necessário for. Sim! Eu enfrento de novo meu trauma por esse time.
Eu posso ser novo e não ter visto muita coisa, mas o dia que eu não acreditar que o PALMEIRAS pode ganhar de qualquer time do mundo por 2 ou 3 gols, eu deixo de torcer, porque eu conheço a grandeza desse time. Vamos fazer os argentinos se arrependerem de terem vindo, vamos mostrar mais uma vez pro mundo todo o peso da nossa camisa. 
Joguem por mim, joguem por nós, joguem pelas histórias das vidas de vocês e por 16 milhões de histórias espalhadas pelo mundo, pra fazer história e calar quem duvidou. Que tenha um divino, um santo, um animal, um Zé Roberto, um Assunção dentro de cada um de vocês, porque NADA PODE NOS PARAR.


Teremos nosso chiqueiro pulsando do começo ao fim, 40 mil pessoas lá e mais 16 milhões espalhadas pelo país numa só voz, num só sentimento, num só pensamento: CHEGAREMOS A FINAL DA LIBERTADORES MAIS UMA VEZ. CONTRA TUDO E CONTRA TODOS. PORQUE NÓS SOMOS PALMEIRAS!


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