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Mostrando postagens de novembro, 2018

PARADOXO DE GARGÂNTUA | Parte 2 - [O que se vê acima das Nuvens]

Texto escrito em meados de 2012. A brincadeira que nos invade e que mostra todos os desenhos que a imaginação pode formar, observando o possível e o impossível, passando horas e horas saindo de si apenas com seu subconsciente.  O retrato do real, do abstrato, do anormal, da inocência, da imaginação, da decepção, da essência, do poder, do saber, do querer e do ter. Todas as imagens que sua mente pode te mostrar, ali, apenas, ali. Olhando por baixo, se vê tanta coisa. Podemos ver o brilho do sol, que surge e nasce ou se esconde e se põe. A riqueza da Lua, ultrapassando as barreiras dos nossos olhos que tentam decifrar mensagens e imagens que ela nos passa. Olhando por baixo podemos até prever a chuva ou o sol do outro dia. Percebemos o quanto tudo se estragou com o desprezo do homem. Reflexões sobre tudo, sobre todos, sobre o mundo, sobre o fundo da alma calejada de dor ligada a um coração sedento de amor. O inacabado e atrelado fato do ato de saber o que pode se ver olhando ...

PARADOXO DE GARGÂNTUA | Parte 1

Meu filme favorito é “INTERSTELLAR”, dirigido por Christopher Nolan e protagonizado pelo (ótimo) ator Matthew McConaughey (Cooper). Esse filme MUDOU A MINHA VIDA e eu posso afirmar isso com toda convicção que me é concedida. O dia que vi esse filme pela primeira vez na vida, fiquei completamente maluco para conhecer todas as teorias científicas por trás daquele MARAVILHOSO roteiro. E depois de pesquisar tudo sobre e rever dezenas de vezes, me encantei ainda mais, até que INTERSTELLAR se tornou meu filme favorito. E acho difícil isso mudar. O filme mexeu tanto comigo que meu cérebro imediatamente explodiu e começou a produzir diversos dilemas que me deixaram sem dormir por alguns dias. A fogueira dos meus pensamentos queimava cada dia mais forte e cada vez mais intensa que comecei a externar isso em forma de texto e música. Até que comecei a escrever a canção que mais tenho orgulho de ter composto: “PARADOXO DE GARGÂNTUA”. PS. É irônico estar aqui dissertando sobre uma canção ...

INCONSTÂNCIA

Constantemente inconstante. Pois é! Talvez um adjetivo que se encaixe perfeitamente em mim ou em você. Ou nos outros, dependendo do teu nível de autocritica. Constantemente nos achamos constantes, mas geralmente estamos enganados e eu pretendo tentar te explicar o porquê. E se eu não conseguir é porque provavelmente a minha inconstância já afetou as linhas e entrelinhas desse texto. Eu sou assim, assumo. Até daqui duas taças de vinho, aí não sou mais, só que depois da dor de cabeça, me torno novamente. Até a terceira música do disco, até o capítulo 4 do livro, até o quinto acorde do refrão, até a sétima menor da melodia, até que aquela estrela não esteja mais lá, até a madrugada chegar ou o inverno passar. Eu sou um inconstante de carteirinha, sócio número do clube. Diariamente percebo isso até nos pequenos detalhes. No jeito de falar, se vestir, me comunicar, escrever, ouvir, compor, tocar, estudar, comer e beber e até nos pequenos detalhes como respirar, olhar as estrelas, pe...

3ª Pessoa do Singular | Parte 2

E aquela canção, por exemplo. Será que nasceu para ser ouvida? Será que por um dia sequer vai sair da gaveta e chegar aos ouvidos alheios? Para ser criticada, elogiada, tanto faz, mas para ao menos ser notada. E aquela melodia então? Será que algum dia será estudada por alguém que compartilhe do mesmo sentimento que o meu? Por acaso, tocará no coração de alguém inspirado por um turbilhão de desejos inalcançáveis? (Iguais aos meus). E o que dizer sobre aquelas palavras? Escolhidas de forma minuciosa para compor aquele aglomerado. Será que alguém vai entender o que elas querem dizer? Será que serão traduzidas ou interpretadas de alguma outra forma por algum outro autor? Essas dúvidas corroem o mais profundo da alma. Da minha alma. O anseio de criar e desenvolver uma canção capaz de vagar por milhares e milhares de anos pelo espaço. Ao se confundir com os sons deixados por supernovas ou pelas ondas gravitacionais de um possível buraco negro. Seria a voz, a minha voz, a ser...

3ª PESSOA DO SINGULAR

Ela vicia. É uma droga pesada, o mosquito com a picada mais doída, o combustível mais potente... Diversos adjetivos que poderiam ser atribuídos a essa paixão de milhares de pessoas espalhadas por aí. Perambulando entre ruas, avenidas, becos, estações, parques e escritórios com seus fones de ouvido. Do discreto ao mais extravagante, do mais caro ao mais simples, juntando qualquer tipo de atividade a ela. Definitivamente ela é uma forma de arte eterna, com inúmeras possibilidades e que pode estar presente em todos os momentos da vida de qualquer um, se encaixando em todos os sentimentos possíveis. Pra chorar, pra rir, se arrepiar, dançar, gritar, aplaudir entre outras muitas probabilidades. Essa arte com certeza já proporcionou algum momento especial pra cada um de nós. Com absoluta convicção, afirmo que algum momento que marcou sua vida ela estava lá, porque já ficou comprovado que ela tem essa força: ETERNIZAR MOMENTOS. Ela já contribuiu (e muito) para o desenvolvimento e ent...