Postagens

Mostrando postagens de setembro, 2022

Paranóias Paradoxais

Paranóias Paradoxais Eu não aguento mais só queria paz  Pra ir atrás  Daquilo que o inverno me traz. Pra me sentir capaz Sentimento que perdi, aliás por conta de toda percepção de ser incapaz e definitivamente não conseguir entender o que me… satisfaz. Eu não aguento mais perceber que minhas lágrimas se tornaram normais  e que nunca mais algo que eu faça será demais pra ganhar de ti um falso like nas redes sociais. Pelo jeito eu não sou desses caras legais pois me deixei afetar por coisas triviais e boçais E hoje fico por aí culpando os mundos, os deuses e até meus ancestrais me apegando a bens materiais E pouco me importando com os sentimentos mais fundamentais  Eu não aguento mais e esses versos não são mais atuais pois as relações pessoais já ficaram para trás sobraram apenas essas paranóias paradoxais  que se tornam cada vez mais desiguais  entre cidades, estados, países e capitais. Do forte ao cais  da jaula aos animais eu não aguento mais  i...

Carta aberta e pública a mim mesmo

  Carta aberta e pública a mim mesmo. Esse é com certeza, disparado e de longe o texto mais difícil desses meus quase 30 anos. A ideia dele é escrever algo direcionado a mim mesmo, conversar comigo mesmo, como se fosse um diálogo em frente ao espelho. Mas, porque isso pode ser tão complexo? Pelo simples fato de que eu tenho medo. Sim, confesso que tenho medo de mim mesmo, medo dos sentimentos, medo daquilo que não fiz e medo daquilo que posso fazer.  Sabe aquele medo de morrer sem se aceitar? Aquele medo de chegar aos 70 (se é que vou), com a sensação de vazio? Imagino que não seja o único. Já adianto que esse texto pode ir por um caminho triste. Não pensei muito no desenrolar, mas apenas no tema. E dessa vez, se transparecer egocêntrico, me perdoem. Esses dias ouvi sobre um site que fazia você escrever um e-mail pra enviar pra você mesmo depois de anos, Deus me livre, eu não quero isso. Não quero ficar me lamentando daqui 10 anos sobre uma realidade que estou passando agora. ...

Nem todo texto vai ser bom (será que algum é?)

  Nem todo texto vai ser bom (será que algum é?) A essa altura do campeonato, você já deve estar me achando um chato e inseguro, né? Não posso negar e nem fingir que não sou, mas tudo isso serve também como uma espécie de desabafo e como eu inclusive já disse em outros textos, serve para externalizar os sentimentos e as paranóias. Obviamente eu sei que não sou um escritor e nem tenho essa pretensão, mas o intuito aqui é tentar mostrar pra alguém a importância de externalizar e pode ser que algum tipo de identificação aconteça, afinal de contas eu acho que não sou o único inconstante, ansioso e inseguro por aqui. A partir daí, você começa a tentar pensar racionalmente e buscar saídas e respostas para tudo isso, ao invés de viver amargurado com essa descoberta. Nas primeiras sessões de terapia que fiz na vida pedi exatamente isso a minha terapeuta. Além de refletir e pensar, eu queria ter ações que me ajudassem a condicionar minha cabeça quando alguma situação rolasse. Seja ela, trau...

Mas… e se tiver alguém?

Mas… e se tiver alguém? Seguindo rumo ao meu enlouquecer, comecei a pensar nisso. É bastante cômodo saber que escrevo só pra mim, onde estou simplesmente externalizando meus sentimentos e paranóias, na grande maioria das vezes, em primeira pessoa, inclusive. Obviamente que temos todas as questões por trás desse fato, mas esse papo já tivemos rs. Mas aí, me peguei pensando: E se aparecer alguém? Qual o tamanho da responsabilidade que preciso passar a ter? Geralmente, os textos falam sobre as minhas questões comportamentais, filosóficas e reflexivas. Se isso se encaixa a mais a alguém, beleza, mas esse jamais foi o intuito. Quem sou eu pra falar sobre comportamento? Não tenho absolutamente nenhum conhecimento técnico, psicológico, neurocientífico ou algo parecido. DEFINITIVAMENTE NÃO TENHO! Tudo aqui não passa de lamentações e reflexões de mesa de bar ou de divã de terapia, pelo menos o meu divã em formato de link do google meet semanal. Devo me preocupar com isso? Talvez essa paranóia d...

A lata de sardinha que voa

A lata de sardinha que voa. O que se vê por cima das nuvens - Parte 2?! Atenção tripulação, embarque autorizado. Eu não sou o cara que vive viajando de avião, na real a frequência disso é beeeeeem pouca, mas sempre que isso acontece, me deixa pensativo e contemplativo, confesso. Foi numa dessas reflexões de dentro de um avião que escrevi "O que se vê acima das nuvens", tanto o texto quanto a música, pois um momento como esse (de voar) me faz pensar nessas coisas.  O medo dessa parada cair (não tem como não pensar nisso), a paranóia de olhar as informações na tela e saber que estamos no momento a 830 km/h, ISSO É RÁPIDO DEMAIS, CARA! Altitude de 11899 m acima do nível do mar, temperatura de 56 graus negativos… sei lá, são informações básicas, mas que me fazem pensar. Estou escrevendo esse texto dentro de um avião, numa viagem de 3 horas de duração, então decidi externalizar esses pensamentos, inclusive pra ver se com isso, eu consiga dormir numa próxima ao invés de ficar frita...

MAIS UM TEXTO QUE NINGUÉM VAI LER

É basicamente uma merda pensar assim, eu sei. E olha que eu nem comecei a explicar o porquê rs. Mas, o sentimento é esse mesmo, não tem jeito. Um texto, que ninguém vai ler, uma composição que ninguém vai ouvir, um grito de socorro que não vai ser atendido por ninguém. Mas, CALMA! Aqui no segundo parágrafo eu vou prometer uma coisa a você (os "ninguéns" que por um acaso chegaram aqui): Esse texto não será um muro das lamentações! Eu não vou ficar me fazendo de vítima da sociedade, não vou ficar choramingando pelos cantos e dizendo que aqui não tem ninguém por conta dos terríveis hábitos de consumo e bla bla bla. Prometo que não. Mas, confesso que a vontade é grande rs. MAS NÃO! Fato é que me encontro bastante desanimado no momento. Desanimado por saber cada dia mais como é difícil ser ouvido, né? Como é FODA ser notado e como é uma merda buscar e querer isso.  Mas, alto lá! Um passo atrás! POR QUE EU QUERO ISSO? Confesso que os quase 2 anos de terapia ainda não me ajudaram a ...